Minimalista, o projeto transforma a tradicional antessala e sala de jantar em um ambiente envolvente para o convívio. Unidos por meio de um arco com arquitetura neoclássica, os espaços unem as características originais do casarão onde está instalada a elementos contemporâneos que aparecem com os papeis de parede em tons de cinza. Os grandes vãos de janelas foram cobertos por persianas quase translúcidas, o que confere mais charme ao ambiente que possui um pé direito privilegiado. Obras de arte dão um toque especial ao projeto que trabalha com uma iluminação cênica, marcada por colunas simétricas que ampliam a sensação de acolhimento que o espaço promove.

Arte Garagem Renault, por Nara Cunha

Informal e arrojada, essa garagem tem volume arquitetônico simples, emoldurado por grandes aberturas e fechamentos em vidros, que privilegiam a conexão entre externo e interno. Com atmosfera vintage na seleção de cores e formas, o espaço ressalta a personalidade de um colecionador de arte, com uma seleção especial de obras contemporâneas, como as dos artistas Franz Weissmann e Marcelo Sá. Um ambiente sofisticado e, ao mesmo tempo inspirador, desenvolvido a partir das linhas do novo Renault Captur.

Banheiros Públicos, por B & L Arquitetura

Os dois banheiros coletivos próximos ao restaurante irão ficar como legado para o futuro Museu da Rede Ferroviária. Dialogando com a história do espaço e trazendo os materiais para a atualidade, foi empregado um revestimento metalizado, simulando o aço corten. Os esguios espelhos acima de cada cuba destacam o vasto pé direito, e a iluminação por detrás deles, combinada com a luz indireta das sancas cria a ambiência do ambiente.

Caminhos transformados, por Isabela Vecci

O objetivo, aqui, foi dar visibilidade ao sistema de logística integrada da holding VLI, que interliga ferrovias, terminais e portos das principais regiões brasileiras. Utilizando uma linguagem moderna e simpática, o ambiente é escuro, propício à projeção de vídeo, e nele foi instalada uma mesa de formato sinuoso, que percorre a sala em L e funciona como tela para receber uma animação com imagens, infográficos e textos.

Clínica, por Viviane Lima

Elaborado para transmitir a sensação de acolhimento e bem estar, o espaço foi dividido em três ambientes: recepção, sala de consulta e uma área específica para tratamento capilar. Materiais que mesclam madeira e couro, lustre na cor ouro velho, aparador com acabamento em ferro oxidado e tampo em porcelanato velho imprimem sofisticação ao projeto, tudo com muito equilíbrio. A separação dos ambientes é feita por meio de cobogós – elementos vazados – que dão certa poética ao projeto. O ambiente conta, ainda, com uma bancada que possui equipamento de altíssima tecnologia, o Visia, que faz o mapeamento digital da pele. Em momentos distintos da mostra, os visitantes poderão experimentar essa tecnologia.

Cozinha de Quintal, por Ana Paula Rohlfs

Com ares de antigas fazendas, o ambiente fisga o visitante por sua memória afetiva. Elementos de três espaços como cozinha, pomar e horta estão presentes no projeto, e a transição entre eles foi criada por meio de um painel feito com chapas de sucata. Revisitado, o “fogão a lenha” vem com cooktop e está rodeado de poltronas e banquinhos de época. Uma queijeira antiga também está de cara nova no ambiente, e recebeu cuba, torneira e escorredor. O espaço conta ainda com uma mesa desenhada ela arquiteta e várias obras de arte chamam a atenção do público para os detalhes.

Cozinha Funcional, por Gabriela Azeredo e Patrícia Pires

Não é uma cozinha com cara de cozinha, embora ela esteja preparada para funcionar a pleno vapor. Projetada para que renomados chefs possam ensinar nela alguns de seus segredos gastronômicos durante a programação do projeto Cozinha Inusitada, ela é inspirada no conceito slow living, focado em pilares como equilíbrio, leveza e funcionalidade. A proposta foi deixar espaço humanizado, incluindo nele dois sofás e uma TV que pode ser vista de todos os ângulos. A grande bancada em porcelanato inclui cooktop e é cercada por bancos, finalizada com uma ampla mesa em madeira. Prateleiras e estantes abrigam plantas, objetos e livros. A iluminação, assinada pela light designer Ana Paula Lucchesi. A ideia de espaço despojado reforçou a opção de deixar o teto aparente, as janelas em sua cor natural e o piso original, em madeira. A única ressalva, nesse sentido, foi a instalação de um  tablado, estrategicamente colocado para destacar o chef em sua função durante a preparação dos pratos.

Cozinheta, por Isabela Bethônico

Um ambiente, vários sentimentos, memórias e diversos acontecimentos. Fazer desta pequena cozinha um espaço pensado para pessoas reais foi o que permitiu amarrar, de forma inspiradora, o projeto deste universo tão particular presente em todas as residências. As dimensões reduzidas serviram para batizá-la de Cozinheta: lugar com alma preenchida de carinhos. A ambientação é humanizada, incluindo uma ilha central com tampo em madeira, peça fundamental de integração e convívio. Abriga pia, cooktop, armários e espaço para as refeições em um mesmo bloco. À sua volta, banquetas ebanizadas e um pendente com enorme cúpula branca em clima de zero afetação. O anexo tem louceiro, que abriga uma série de utilitários produzidos pelos artistas d´O Ateliê de Cerâmica e despensa multiuso em alumínio corten e vidros com grafismo, que aproveitam toda a dimensão do amplo pé-direito.

 Escritório de Imprensa, por Pedro Lázaro

Diferente e divertido, esse ambiente mantém as estruturas existentes, enfatizando em off white, elementos como o teto e as janelas do casarão. A pintura das paredes em dois níveis faz releitura de época com o vibrante azul carbono e o verde piscina. Um lounge e uma redação dividem o espaço, pontuado por expressivas obras de arte e pela poesia dos móveis assinados pelo premiado estúdio japonês Nendo. Os móveis de trabalho também têm linguagem sintética, em vidro e aço nos tons rosa e cinza claro.

Espaço de Convivência Arcelor Mittal, por Pedro Lázaro

O ambiente de 80 m² utiliza as premissas da economia circular com a aplicação do aço de maneira moderna, segura e sustentável. O conceito permeia desde a escolha do material, que permite o reuso do objeto arquitetônico, passa pela forma como os ambientes foram pensados, pela escolha dos móveis e pela curadoria das obras de arte aqui presentes. Está tudo entrelaçado. Embora a proposta esteja inserida dentro de uma empresa, o aspecto casa do espaço humaniza, além de propor um ambiente de trabalho saudável e com qualidade de vida para os empregados, de acordo com as diretrizes do desenvolvimento sustentável da ArcelorMittal.

O que usualmente é chamado pelas empresas de “sala de descompressão”, virou espaço de convivência dos funcionários e foi pensado como um lugar multifuncional. Foram construídos dois espaços, unidos por um vazio central. O lado direito oferece uma opção de lazer mais “acomodada”, com TV – que pode ser utilizada como monitor de internet e de games – biblioteca, com espaço de leitura e, ainda, uma copa, destinada a um momento de convivência, de acordo com a tradição que temos de sentar à mesa para conversar, enquanto fazemos um lanche ou uma comidinha rápida. A área externa tem chaises para descanso e também para perceber os edifícios do entorno. Sem tumulto e sem comprometer o objetivo de ventilação e iluminação das áreas internas. Do outro lado, o espaço serve para quem concilia o lazer às atividades físicas. Mesmo assim, nada é somente o objeto em si. A mesa de ping pong em madeira, superartesanal, resolve esse aspecto humano do ambiente, enquanto uma pequena academia foi montada com bicicleta ergométrica e aparelho multifuncional de última geração.

Espaço Games, Por Renata  Ferreira

Inspirado no famoso canal do YouTube Authentic Games, comandado pelo jovem mineiro Marco Túlio, o quarto traz toda a atmosfera do famoso jogo Minecraft e seu universo construído por blocos. O conceito aparece em diversos detalhes, como o pinel ripado com doze luminárias fixas em formato do boneco Steve, e o painel recortado a laser, que simula um circuito de computador. Revestimento e tapete ganharam quadriculado característico do jogos. Uma cadeira ergonômica e mesa com tampo regulável complementam o projeto que agradará crianças e adolescentes.

 Espaço Novo Mundo a Arte de Vestir do Séc. XIX – por João Lucas Pontes e Luis Gustavo Vieira

Ambientada no Brasil do início do século XIX, a novela Novo Mundo reproduz hábitos e modos de vestir da época. Essa exposição apresenta os figurinos feitos para essa produção, importantes elementos que retratam o choque cultural entre Europa e Brasil nesse período, evidenciando o contraste entre a pompa e luxo das roupas europeias e a simplicidade e leveza das roupas brasileiras.

 Estação Lazer, por Gislene Lopes

Ambiente dinâmico, o projeto apresenta ao visitante um local de lazer em sintonia com a construção histórica. O vagão, que já existia no local, virou espaço lúdico e ganhou cobertura inspirada nos trilhos do trem. A área de lazer, com espaço gourmet multiuso projetado com materiais inovadores, tem cobertura em renda de ferro, em interessante jogo de luz e sombra. Sobre a piscina, uma deliciosa daybed (sofá-cama em tradução livre), fixada no pergolado – estrutura de madeira – pensado especialmente para esse projeto, reforça a proposta de descanso.

 Estúdio Gourmet, Por Mauricio Bomfim

Armários em estrutura metálica, portas revestidas por pedra natural e o predomínio dos tons de cinza, apontam a linguagem industrial deste espaço. Uma dos grandes trunfos é o vidro pendente do teto por cabos de aço, a mais de dois metros, que reflete a TV para todo o ambiente. A mesa com tampo em mármore em formato orgânico tem base desenhada em ferro. A iluminação direcionada sublinha a característica urbana do ambiente e confere um ar intimista, complementada com obras de arte, em especial a escultura Musa, de Leopoldo Martins.

 Exposição 100% Minas, por Vazio S/A  – Carlos Teixeira

Elementos geralmente escondidos na arquitetura final de um projeto são revelados na mostra 100% Minas. Escoras e telas fachadeiras – elementos comuns na construção civil –  são valorizados nesse projeto. As escoras de pinus delimitam, ainda que sutilmente, a compartimentação e circulação pela sala. Unindo as escoras como num labirinto translúcido, os planos formados pelas telas, em gradações de transparências, destacam as peças mais próximas e desvendam peças distantes. O projeto luminotécnico dá ênfase à materialidade das telas.

 Ginger Bar, por Ângela Roldão

Descolado e atual, o Ginger Bar ocupa um pequeno espaço interno e charmoso que se estende à área externa o casarão. Com mobiliário contemporâneo espalhado pelo jardim, ele foi inspirado nos museus da Europa com seus ombrelones e mobiliário em alumínio e vidro, tudo bem leve. Na parte interna, um antigo porão foi transformado em uma cozinha aberta, onde o clássico e o moderno se encontram e são valorizados pela parede com textura em pó de ouro.

 Guaja Sapucaí, por Lucas Durães, Sarah Kubistchek, Pedro Haruf, Gabriel Nardelli, Marcos Franchini

Além de abrigar a programação cultural da CasaCor, o GUAJA Sapucaí é um espaço de trabalho e experiências colaborativas. O projeto ocupa um grande galpão de 420m² localizado no último andar do edifício, onde os visitantes são convidados a intervir no ambiente. Ao invés de um projeto arquitetônico tradicional, a equipe optou por um processo não determinista, diluindo a autoria da concepção e construção do ambiente com dezenas de profissionais e estudantes das áreas de design e arquitetura.

Hall Central e Escadaria, por Lena Pinheiro

Três halls centrais, unidos por uma escada em jacarandá, receberam uma linguagem concisa, com elementos que se identificam com a construção como um todo. No térreo, o mobiliário sofisticado contrasta com o piso, parede e teto brancos. Um grande painel gráfico cobre a parede da escada, com pegada de street art. No segundo andar, o mimo é o sofá arredondado com estampa floral e, no terceiro, o destaque é a galeria com fotos da artista Flávia Bertinato.

 Hall Galeria, por Grid Arquitetos – Flávia Generoso e Luiza Ananias

Espaço de transição, este ambiente foi pensado para uma permanência interativa dos visitantes. A proposta é um distanciamento do plano superior, utilizando uma iluminação clara no teto com cores distintas que criam um elemento cenográfico que funciona como uma espécie de luminária. No mobiliário, a presença do design brasileiro é pontual, direcionado para uma atmosfera artística.

Home Office, por Claudia Martins

Um ambiente que oferece outras possibilidades além do trabalho e é pautado pelo conforto. O cômodo conta com uma adega climatizada, sofá em chaise em couro caramelo e um painel de aço com espelho bronze, que proporciona a sensação de amplitude. Uma estante vazada funciona como divisória de dois momentos: o da entrada, com móveis contemporâneos, TV e adega e, o segundo, com bancada de trabalho em gofrato – pintura de microtextura. A iluminação, feita por spots de luz em trilho, e o teto preto implicam em profundidade no ambiente.

 Home Theater, de Danielle Bellini

Pensado como um dos locais preferidos da casa para receber os amigos, este espaço ganhou um ar moderno que privilegia o encontro e o conforto. Aqui, a bancada bar faz composição com os demais móveis do espaço, desenhados especificamente para este projeto. Em destaque, a cor diferenciada do móvel principal, que abriga TV, telão e demais equipamentos do home e a elegância da divisória, confeccionada em Neolith. A mistura de materiais como a madeira e o couro, nos tons café e bege, confere luxo ao ambiente.

Iluminação Cênica GUAJA Sapucaí, por Pedro Pederneiras

Um projeto luminotécnico pensado para atuar da forma mais simples possível. Mantendo sempre uma luz baixa, ele ilumina o que precisa de luz, como as mesas, os balanços e a região do palco. Iluminar é sempre experimentar. O resto é penumbra.

Iluminação Fachada, por Atiaia Ligthing Design – Mariana Novaes

Responsável por (re)apresentar o casarão histórico à cidade, o projeto se apresenta atento ao contexto do edifício. Ele evidência os relevos da fachada do prédio por meio de uma luz difusa e tênue. O projeto também destaca a locomotiva existente no local, além de resgatar a iluminação de pendentes e postes originais espalhados pelo jardim.

Jardim do Ginger Bar, Por Carla e Marina Pimentel

O desafio de desenhar um jardim em patrimônio tombado e adequá-lo às limitações e regras impostas, como se ater à altura de 80cm, fez brotar um espaço diversificado e atual. Sem grandes ornamentações, ele dialoga com a proposta desta edição, o essencial e traz cores, texturas, formas e aromas, com composição de flores e folhagens, plantas frutíferas como a laranjinha Kinkan, aromáticas com a Lavanda, ervas como o manjericão e o colorido com a Cordyline.

 Living, por Luis Fábio Rezende de Araújo

Com um forro completamente limpo, sem qualquer interferência, o ambiente privilegia o movimento, a começar pela iluminação que ganha contornos próprios, assim como as paredes que foram revestidas com diversos acabamentos. A sensação de movimento e profundidade está presente também nos adornos e obras de arte que complementam o espaço. A cartela de cores não foge a esse aspecto, ela vai desde os tons neutros como o off-white, cru, cinza, caramelo e o café atá a variação dos tons de rosa seco nos tecidos. O ambiente conta com peças clássicas, que são do acervo do arquiteto.

Livraria e Varanda, por Camila Ferreira

Criado para dar protagonismo aos livros, o projeto preservou vários elementos da estrutura original do espaço como o piso e luminária. A iluminação pontual e direcionada dá o destaque às obras em exposição. Mobiliário desenhado pela arquiteta e cortina confeccionada à mão confere um tom artesanal que dialoga com as publicações que ela abriga. Toda revestida no tom folha seca, incluindo aí o forro de madeira, um dos pontos altos do projeto é o tapete com estampas de folhagens, em tons de verde e cappuccino que foi colocado no centro do ambiente.

Loft, por Cássio Gontijo

Praticidade é a palavra de ordem neste espaço. A cozinha e a suíte máster, integrada ao banho, recebeu um pórtico, que funciona como biombo, e separa a área íntima da social, que dispensa a necessidade de uma parede. A solução valoriza ainda mais o ambiente. Telas de arte de grandes proporções se misturam com peças barrocas. Um projeto audacioso que explora os tons de cinza, preto, off white e toques de verde e bordô em um mesmo ambiente.

 Loft Itinerante, por Caio Prates

Instalado dentro de um ônibus, o loft itinerante poderia facilmente ser utilizado como moradia ou hospedagem temporária para um casal. O projeto inclui vários ambientes: sala de estar e TV integrada, quarto, cozinha, área de banho com uma confortável banheira e lavabo. A proposta é apresentar um novo modo de percepção e experimentação do espaço urbano.

Plataforma 8 Café – CLS Arquitetura – Kivia Costa, Graziela Costa, Zuleica Lombardi e Erika Steckelberg 

Com arcos em ferro que remetem às linhas do trem nas paredes, a saleta do Plataforma 8 Café – espaço funcional – é acolhedora. O charme fica por conta da estampa pied de poule usada no tapete e nas paredes, além do amplo sofá modelo chesterfield. As mesas foram dispostas ao redor de um grande sofá central. Destaque para a iluminação difusa proporcionada pelo pendente Lácrima del Pescatore, de Ingo Maurer, em cristal, inspirado em uma rede de pesca.

 Projeto Exposição/Banheiro 383 – Elephant – Elisa Raabe, Rogério Vilela e Talita Soares

O projeto parte do questionamento acerca da determinação de gênero para o uso de banheiros públicos, fazendo provocações ao utilizar elementos referentes a estereótipos de “feminino” versus “masculino”, e oferece a possibilidade de livre apropriação destes espaços. A intervenção realizada relaciona as imperfeições construtivas existentes com a proposta de novas sobreposições gráficas efêmeras, determinantes para um resultado visual pulsante, inesperado e cenográfico.

Quarto do Bebê, por Marcos Dias Reis

No lugar de muitos enfeites e babados, a sensibilidade de explorar o espaço tendo como base a maneira como a criança enxerga o mundo. Com um conceito atemporal, o quarto pode servir crianças de diversas faixas etárias. O cômodo ganhou um tablado, onde foi inserida a cama. O berço tem pegada retrô, mais enxuto, trabalhado em palhinha em contraponto com a cor petróleo. A base é toda em madeira freijó. Detalhe para o trocador em porcelanato esculpido, com banheira para o bebê.

Restaurante e Lounge, por Bernardo Farkasvolgyi

O encantamento trazido pelo ambiente começa logo na entrada, onde o lounge oferece um momento de relaxamento para degustação de bebidas enquanto espera por uma mesa no restaurante. Os espaços são separados por uma escultura de Léo Santana. No restaurante, as mesas foram compostas com peças do acervo da própria chef Agnes. Cada detalhe pensado para criar um ambiente afetivo, que contemple olhos e paladar. O espaço conta com um balcão posicionado estrategicamente para que os clientes acompanhem a finalização dos pratos. Destaque para o teto coberto por pouco mais de mil e trezentos fios esticados um a um. São dez quilômetros de tear colorido que criam uma onda.

Sala Central, por Dodora Gontijo

Janelas que enxergam a cidade em movimento e dão vazão ao instinto voyeur ganham novos contornos. O projeto nasceu dessa observação e soube usar a verticalidade com proporções bem elaboradas e os móveis mais baixos para ampliar o espaço. Nas paredes, Telas da Celma Albuquerque Galeria de Arte se alinham ao luxo da tapeçaria Aubousson e do espelho desenhado por Jader Almeida, lançado oficialmente neste espaço. Sofás modernos, um enorme e charmoso pendente, uma árvore de 20 anos de idade, com 4m de altura atualmente e ainda o trabalho em meia parede com textura metalizada fazem desse ambiente um espaço único que convida para a boa prosa, ao mesmo tempo em que faz da janela uma tela.

Sala de Banho, por Rodrigo Aguiar

Um ambiente que vai além do uso convencional, sem fugir do objetivo de ser uma sala de banho completa. Na antessala e internamente o revestimento que remete ao mármore carrara dá homogeneidade ao projeto. A iluminação tem dois momentos distintos: vem do chão, com led embutido no rodapé suspenso e tira partido do teto alto, com spots direcionados. A paleta de cores claras tem referência escandinava e uma pegada bem brasileira, unindo luxo e conforto.

 Sala de Vestir, por Diversa Arquitetura – Mariana Nogueira

Um ambiente íntimo e de transformação da mulher, onde os elementos também refletem a evolução dos espaços residenciais nos últimos 100 anos. Essa é a proposta deste projeto. Móveis, memórias, vestidos e outros objetos femininos compõem o ambiente cênico, que conjuga a área de estar com o local de transformação feminina, em uma espécie de camarim pessoal. Um dos destaques do espaço são as telas do artista plástico Rogério Fernandes, que retratam o feminino contemporâneo. O ambiente traz várias peças garimpadas em antiquário, num ambiente com tapete vermelho e luz indireta. Um pórtico demarca a iluminação e divide o espaço.

Sala de Vinhos, por Camille Guedes

Uma sala para testar todos os sentidos é a proposta do espaço. Composto por duas mesas de quatro lugares, poltronas em Pied de Poule, um charmoso sofá redondo de três metros – em veludo – e duas poltronas italianas em couro, a sala para degustação de vinhos imprime bem a personalidade da bebida. Conforto visual e tátil pode ser experimentado pelos visitantes. Luminárias e uma iluminação embutida no teto complementam o ambiente.

 Suíte e Closet, por Rosane Guedes Interiores

Bem intimista o ambiente é um convite para o descanso para um casal(de qualquer gênero), com iluminação suave e tons que contribuem para esse momento a dois. A cama, disposta em posição que foge do convencional, é coberta com lençóis de alta tecnologia e fios 100% algodão para garantir o relaxamento. O projeto também se preocupa com a funcionalidade do espaço, por isso foram colocadas tomadas USB nas laterais da cama, que permitem o carregamento de dispositivos eletrônicos com maior comodidade. Com uma pegada urbana, o piso do banheiro foi revestido em porcelanato Absolute Black, remetendo ao concreto. Para finalizar, estruturas metálicas foram utilizadas no closet , que recebeu peças híbridas, reforçando o conceito proposto pela profissional.

Suíte Essencial, por CR Studio de Arquitetura e Design – Carolina Robson e Roberta Robson

Um espaço para aguçar a curiosidade dos visitantes, a suíte foi projetada em tons neutros que marcam seu estilo clean e contemporâneo. Várias esferas iluminadas permeiam a cama – que por seu desenho se mostra com peça de desejo – e o lustre – em latão e vidro leitoso – que são pontos de destaque. Para garantir mais conforto, o ambiente conta com um avançado sistema de som e vídeo e cortinas de linho que compõem a parede.

 Toilett Box, por PAR 3 Arquitetura, Design e Decoração – Sheila Mundim, Renata Paranhos e Mira Mundim

Antenado com seu tempo, o ambiente apresenta três banheiros – feminino, masculino e um para pessoas com mobilidade reduzida (PMR) – dentro de um container de 6m x 2,40m. Arrojado, o projeto mostra como um pequeno pode ser agradável, com soluções nada convencionais. Tecido naval (típico para áreas externas) foi utilizado para revestir as paredes, e cubas de semi-encaixe foram colocadas nas três propostas. Um forro todo iluminado dá luz ao ambiente.

Varanda Green, por Droysen Tomich, Marcelo Serafim e Octávio Davis

Ambiente para contemplar o conceito do essencial em se morar bem, a varanda traz lâminas de água que escorrem em uma parede revestida de placas em 3D. Elementos rústicos e muito verde dão tom do ambiente que pode ser usufruído para um momento de relaxamento ou de encontro. O piso feito em minério de ferro e a paleta de cores, que lança mão do cinza, azul, amarelo e aço corten, imprimem um ar contemporâneo ao espaço. A parede do casarão foi revestida por uma tela de vergalhão projeta no teto em formato de “L”.

Varanda de Entrada e Bilheteria, por Thales Lucchesi, Ana Paula Pereira e Marcelo Martins

O espaço que preserva a essência do prédio e destaca suas marcas históricas foi projetado para que o visitante se guie de maneira intuitiva. Para esta finalidade os ambientes são conectados por um caminho de luz desenhado com tubulares de led. A posição do mobiliário tanto na área externa como na área interna na bilheteria definem ajudam a definir os locais de fluxo e permanência. Tudo em diálogo com o conceito do designer funcionalista, onde a forma que segue a função.

Projeto Estações

 Estação 1 – História, por Márcia Larica

O casarão da rua Sapucaí guarda muitas histórias, que transformam esse projeto em uma instalação e um convite para uma experiência sensorial. Cortinas de veludo demarcam a entrada e saída do corredor, além de isolar o ambiente ocupado por sons, iluminação cenográfica, imagens em movimento, fragmento de texto e, não por acaso, 28 relógios suspensos – provenientes da RFFSA pertencentes ao acervo do IPHAN – remetendo a um “arquivamento do tempo”. Um ambiente carregado de autenticidade histórica sem se ater meramente ao valor documental.

 Estação 2 – Espaço Restauro, por Hardy Design

Restaurar um patrimônio é construir novos significados. Dar nova vida ao que está sem uso, e, assim, construir importância para além do seu tempo. O casarão, parte do complexo arquitetônico da Praça da Estação, que por anos foi sede da extinta RFFSA, nos remete às origens de Belo Horizonte. Em relatos oficiais e literários, a presença dos trens e das estações nos arredores do Curral Del Rey é descrita como essencial para que a nova Capital fosse construída. Inspirados por essa associação, o espaço traz recortes desse acervo em lambe-lambes iluminados com os holofotes que, antes eram utilizados nos jardins da casa. Com uma linguagem urbana, o designer gráfico é   apresentado como um instrumento para refletir o espírito de seu tempo e, mais do que isso, transformar os significados.

Estação 3 – Iconografia, por Greco Design

Iconografia é a representação por meio de imagens. O conjunto de elementos visuais que caracteriza uma obra, um artista ou um período. Este espaço apresenta alguns dos elementos, integrantes da história imagética da extinta Rede Ferroviária Federal – S/A (RFFSA), cujas origens remontam aos primeiros anos do séc. XX. O prédio é marcado pelas características da arquitetura eclética, gênero de origem burguesa que defendia a livre utilização dos estilos arquitetônicos disponíveis. Janelas, portas, colunas, grades, pisos e o trem foram testemunhas da história de ocupação da região central de Minas Gerais. Sob o olhar da Greco Design, es características viraram pôsteres. Encontre os detalhes visuais do seu percurso e marque com a #estacoescasacor

Direção de criação: Gustavo Greco /Gerente de projetos: Victor Fernandes/Produção gráfica: Alexandre Fonseca e Allan Alves/ Designers: Zumberto, Tidé e Joca Corsino

Estação 4 – Uso Futuro

Pensar o futuro é antes de tudo entender que este, como qualquer outro lugar, é um espaço de passagem. Por esses corredores caminharam outras pessoas, de outros tempos, com preocupações talvez muito distintas das nossas. Por isso, este espaço evidencia este encontro, em que a sua trajetória se cruza com a história da casa – destes tijolos, desta rua, desta cidade. Lançar luz sobre as paredes marcadas pelo tempo. Bandeiras transformam o corredor em uma espécie de portal, em que a cada passo um novo verso se revela. Para ler todo o poema é preciso percorrer o trajeto de ida e volta. Palavras da poeta belo-horizontina Ana Martins Marques, e um diálogo generoso e sensível dos arquitetos Fernanda Chagas e Gabriel Jota complementam o ambiente.

Direção de criação: Estúdio Lampejo

Concepção e projeto: Fernanda Chagas, Filipe Costa, Gabriel Jota e João Emediato Poemas cedidos gentilmente pela autora Ana Martins Marques (“O
Livro das Semelhanças”, Companhia das Letras, 2015)

 Sobre a 23a CASACOR Minas                                                    

Em 2017, a CASACOR Minas se prepara para ocupar um prédio histórico da capital mineira, integrante do Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação, região marcada pela forte efervescência urbana, cultural, política e gastronômica. Localizado na rua Sapucaí 383, o prédio possui três pavimentos, porão, sótão e jardins. O local funcionou como sede da extinta Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA, e está diretamente associado à criação de Belo Horizonte. Nos últimos anos o prédio vem passando por um processo de restauração, sob a supervisão do IPHAN.

O imóvel escolhido está localizado numa região caracterizada por se tornar uma espécie de corredor cultural e gastronômico da capital, que vem se estabelecendo de forma totalmente espontânea. Serão utilizados ao todo cerca de 4.000 metros quadrados de área, que serão distribuídos em aproximadamente 50 ambientes. A organização espera receber cerca de 40.000 visitantes durante o evento.

 Redes

SITE: www.casacor.com

FACEBOOK: www.facebook.com/casacorminas

INSTAGRAM: @casacorminas

CASACOR Minas Gerais

De 12 de agosto a 17 de setembro de 2017

Endereço: Rua Sapucaí, 383– Floresta- Belo Horizonte

Horário de funcionamento: de terça à sexta de 15h às 22h/ Sábados, de 13h às 22h e  aos domingos e feriados de 13h às 19h.

Informações: www.casacor.abril.com.br

Ingressos:

Acesso único(terça a domingo): R$50 inteira e R$25-meia-entrada

Passaporte(válido para visitas ilimitadas durante todo o período de realização da mostra): R$150- inteira ou R$75–meia-entrada

Vendas na bilheteria da CASA COR Minas ou pelo site http://www.blueticket.com.br