Valorizar o que já se tem em casa é ótima forma de renovar a decoração de sua casa, sem gastar muito. É a dica da arquiteta Tayna Gonçalves que tem mais de 10 anos de mercado em projetos de interiores e sugere a restauração de móveis como uma alternativa barata, para dar vida nova aos ambientes de sua casa ou apartamento.


A profissional explica que é possível dar aquela repaginada na decoração, mudando cores e revestimentos de alguns itens da mobília como sofás e cadeiras, e com isso, atualizar a tendências do momento ou simplesmente manter a identidade visual do ambiente, dando apenas uma revitalizada nos itens que o compõe.

Tayna diz ainda que a restauração de móveis é também uma boa oportunidade para reparar defeitos em algumas peças que surgem com o tempo. “Pernas e encostos de madeira dessas mobílias precisam, com o tempo, ser tratadas, ou seja, lixadas e impermeabilizadas com verniz”, diz a arquiteta.

A profissional lembra que, antes de mandar o móvel para ser restaurado, é bom sempre fazer uma avaliação de suas condições estruturais. “Se estiver muito quebrado, ou com traças por exemplo já não vale tanto a pena o reuso”, diz. A arquiteta afirma que quase tudo pode ser renovado em casa, de estofados, passando por armários e até eletrodomésticos maiores como geladeiras.Em um de seus mais recentes projetos, em um apartamento no Setor Bueno em Goiânia, a arquiteta demonstra bem como a restauração de móveis pode fazer a diferença na decoração, e o que melhor, sem se gastar muito.O sofá da residência estava com uma cor desbotada e já desgastado com o uso, por isso a arquiteta optou em manter a estrutura original do móvel, mudando apenas o revestimento que ganhou um veludo preto. A mesa de jantar num estilo clássico, também ganhou cara nova, ao passar por uma pintura e por um processo de pátina branca. “Também trocamos os tecidos das cadeiras, dando mais cor à peça. Só com a renovação do sofá, da mesa e das cadeiras foi possível uma economia de mais de 80%, se a moradora fosse comprar móveis novos”, diz Tayna.

Para a arquiteta, além do benefício econômico, a reforma de móveis é uma forma consciente de se decorar, uma vez que você deixa de descartar algo que ainda está em condições de uso. “O desperdício é algo que nós arquitetos não defendemos. Então ter um olhar clínico e crítico no sentido de aproveitar esses móveis é algo muito bacana a se fazer”, argumenta.Em outro projeto, ela além de mudar o estofado e tecido do sofá, Tainá também mudou o modelo, a estrutura de madeira do móvel. “Neste caso tínhamos um tom bege e mudamos para algo mais ousado uma cor vinho. O modelo também se adaptou melhor a nova proposta de decoração do ambiente. Neste caso a economia foi ainda maior, de quase 90% do que se gastaria com um novo sofá do mesmo modelo”, explica.